quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O pequeno príncipe...

"Se lhes dou detalhes sobre o asteróide B612 e lhes confio seu número, é por causa das pessoas grandes. Elas adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, as pessoas grandes jamais se interessam em saber como ele realmente é. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais brinquedos ele prefere? Será que ele coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto seu pai ganha?" Somente assim julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado...", elas não conseguem, de modo algum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos mil reais." Então elas exclamam: "Que beleza!"

(SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. Rio de Janeiro: Agir, 2009. 48 ed. p. 17)

Quantas vacas eu devo valer?

Um dia, um jovem apaixonado procurou o pai da sua amada e ofereceu vinte vacas pela mão dela. O pai da jovem ficou extremamente feliz, mas os outros homens da aldeia ficaram chocados. Ninguém jamais pagara um preço tão alto por uma mulher. Até as moças mais bonitas da aldeia só valiam três ou quatro vacas. Eles diziam ao rapaz:

- Onde você está com a cabeça? Sendo bem sincero, essa moça não tem nada de especial. Você é o primeiro e o único a demonstrar interesse por ela. Ela nem é muito bonita. Provavelmente o seu pai deve estar aliviado por ter aparecido um pretendente. Procure-o outra vez, o mais rápido possível, diga que cometeu um engano e peça suas vacas de volta. Ofereça uma ou duas vacas no máximo. Quem sabe? Ele até poderia tê-ladado de graça se você não fosse tão apressado.

O jovem olho para eles incrédulo e falou:

- Não, eu insisto em pagar as vinte vacas. Estou dando só vinte porque é o que eu tenho. Pra mim, ela vale muito mais.

(KEMP, Judith. O seguredo da rosa. São Paulo: Hagnos.)
O que será esse tal de amor que faz as pessoas quererem estar juntas? Pasmem: juntas até que a morte resolva separá-las! O que é esse sentimento que contrói famílias, que faz crescer o mundo e as pessoas usarem um anel dourado na mão esquerda?

Amor. Dissílabo, oxítono, 4 letras e ainda assim não cabe no peito de quem o sente.

Confesso que ora penso ser um devaneio criado prlos humanos e basta que eu crie o meu também e então farei parte disso. Ora penso que é um tipo de magia que eu (ainda) não aprendi a fazer. Amar, amor, amando...

Por vezes me pergutam se eu já amei e eu me questiono se o amor acaba. Se sim, pode ser que eu já tenha amado. Se não, nunca provei desse que dizem ser o melhor e maior de todos os sentimentos.

Penso se ainda existe aquele amor puro que fez meu avô segurar os livros da minha avó antes mesmo de pesar em pegar as suas mãos. Que o fez conhecer primeiro os pais e não o corpo dela. É com tristeza que chego à conclusão de que esse tão nobre sentimento está escasso no mundo. E eu, desavisada, nem ao menos pude conhecê-lo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Acidentalmente, um amigo muito especial descobriu meu pequeno refúgio. Vagueando pela internet encontrou o 'Coisas da Menina'. Foi totalmente inesperado, surpreendi-me... Senti como se ele tivesse invadido a minha alma e me decifrado por dentro. Sei lá, mas tenho a sensação de que o que eu escrevo aqui sai de dentro da alma, sabe!?
Bom, mas o que eu queria contar, na verdade, é que ele me pediu pra não parar de atualizar o CDM... Fico imensamente feliz quando leio isso de alguém. Não por vaidade nem nada do tipo, mas por saber que o que eu escrevo pode influenciar a vida de alguém.
Querido amigo, às vezes me falta inspiração, mas ultimamente as tenho tido com mais frenquência, então, virei aqui mais vezes. Espero que vc tbm!

PS.: Vou postar umas coisas que estavam aqui no note e que eu não havia postado!

Um grande beijo pra todos!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Solitude

Existem alguns momentos nos quais não importa quantas pessoas estão ao seu redor: tudo o que se quer é ficar só. Não sei se o verbo 'querer' é o mais apropriado, posto que não se trata, exatamente, de uma escolha. Deixe-me tentar explicar.

Não se trata de um sentimento que te faz mau-humorado e cabisbaixo, pelo contrário. Você está feliz e bem consigo mesmo. Aliás, você está tão bem consigo mesmo, que não tem espaço pra mais ninguém. Também não se trata de desejar que as pessoas se afastem, uma vez que, não importa o quão próximas elas estejam, você vai estar sozinho. Neste momento, você se basta.

Seja pra pensar na vida, na morte ou até mesmo nas outras pessoas; seja pra dar lugar a pensamentos mais abstratos, filosofar consigo mesmo; seja, até mesmo, pra analisar com maior precisão a atitude das outras pessoas. O desfecho acaba sendo o mesmo: você está sozinho no seu canto. Não entendo qual é o problema das outras pessoas em aceitar isso!

Estar quieto, na sua, não significa que você está triste, doente, passando mal, com raiva, depressivo (talvez possa significar que você está com vontade de matar quem fica perguntando toda hora a mesma coisa, mas essa é outra história... Mentaliza que homicídio é crime e segue em frente!)... Apenas quer dizer que, naquele momento, a sua maior necessidade é você mesmo, afinal, todo mundo precisa de um momento egoísta

História sem fim...

Dizem que para se resolver um problema o primeiro passo é admitir a existência do mesmo. Pois bem, venho admitir o meu: não sei terminar um texto. É isso mesmo. Existem pessoas que não sabem começá-lo, o meu é o contrário.

Sempre acho que não dei o devido desfecho, que falta alguma coisa. Dá aquela sensação de coisa inacabada. Sabe quando a ligação cai sem que você tenha se despedido de seu interlocutor? Ou quando seu amigo sai subtamente do msn? Pois é. Podem me chamar de louca, mas, tal qual o sujeito que passa horas escolhendo as palavras pra começar, eu faço o mesmo escolhendo as palavras pra terminar. Ouso, até, dizer que o meu problema é mais sério, posto que não consigo parar de escrever!

Confesso, talvez tenha um pouco a ver com a minha natureza tagarela. Quem me conhece vai entender, falo pelos cotovelos! Ou, ainda, com meu lado negro, mais perfeccionista e exigente comigo mesma, com as coisas que eu faço. Seja o que for, não importa! Eu escrevo, escrevo e não consigo pensar em um jeito legal de terminar o que escrevo.

Esse texto, por exemplo, já escrevi tudo o que eu tinha pra escrever, mas ainda não consegui um jeito de terminá-lo. Por isso mesmo eu acho que acabei de fazer um retrato fidelíssimo de minha mente, mas detalhado que um raio-x, uma vez que materializa o quão inacabados são meus pensamentos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fiz um Facebook

Eu fiz um Facebook. É. Me rendi. Quase dois meses sobrevivendo virtualmente apenas com o Twitter (que é como sobreviver com o auxílio de aparelhos, no mundo real), ficava me perguntando o proquê de fazer um Face e ponderando um bocado de situações. 90% dessas ponderações se deviam ao fato de que não fui muito feliz no falecido Orkut, é verdade. Mas ainda assim, me segurava e colocava pé firme!Um belo dia (não tão belo assim), após insistência de amigos com os quais não falava há séculos, resolvi investir naquele troço. Putz, mas que treco viciante, meu (Sô paulista não, viu!? é que achei que o 'meu' ficaria legal aqui)!Agora que tô viciada, vou listar alguns motivos pra se ter um facebook (nem todos eles são nobres, então, peço que tenham paciência):1.. É a rede social mais badalada do momento (badalada? de onde eu tirei isso??);2.. É a única rede social que tem um filme sobre a vida do criador (Aham, e??);3.. Todos os seus amigos estão lá, isso se vc tiver algum;4.. A Rainha Elisabeth tem um;5.. É muito legal 'curtir' as coisas;6.. É bem mais interativo do que qualquer outra rede social;7.. E... por último e mais importante: Eu tô lá! =)

Beijo, pessoa que está lendo!!
Manu