quinta-feira, 7 de abril de 2011
Tragédia no Rio
Eu, geralmente, sou desligada das coisas que acontecem no mundo. Tento ser alienada de propósito. Tragédias me entristecem e eu costumo me envolver com os problemas do mundo. Na maioria das vezes eu mantenho uma certa distância de jornais, tvs e etc. Só que hoje foi diferente. Era pra ser um dia quase normal. Uma criança vomitou no metrô, tive prova na faculdade... Mas não foi. Na hora do almoço a TV do restaurante já noticiava uma chacina em uma escola em Ralengo. Treze crianças haviam morrida e tantas outras estavam feridas. Vejam bem: crianças. Não dá pra não se sentir impotente, não dá pra não perder o apetite. Cara, seu filho toma café e sai de casa pra ir à escola e NÃO VOLTA! Você luta todos os dias pra afastá-lo das más companhias, trabalha dia e noite pra dar a ele uma vida digna e de qualidade e um filho da puta chega pra tirar-lhe a vida? É complicado (pra não dizer foda) de entender que o único requisito da morte é a vida. Não interessa idade, cor, situação financeira ou se era bom ou ruim. Não existe coisa mais democrática, diga-se de passagem. Não consigo parar de pensar que o dia vai amanhecer e aquelas mães não terão mais a quem arrumar, dar o café e arrumar para a escola. Definitivamente fiquei triste.
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