sábado, 30 de março de 2013

Me disseram que meu blog não é a coisa mais feliz do mundo. Ok, eu sei. E é bem verdade que se eu aparecesse morta e a polícia resolvesse investigar meus posts certamente concluiriam um possível inquérito acreditando piamente na hipótese de suicídio.
Também é certo que, depois de ler o que eu escrevo, até a Alice (do País das Maravilhas) adquiriria fortes e sombrias tendências à depressão. Mas eu posso explicar. Eu juro.
Não significa que eu seja triste. Tá, eu não costumo (ava) ser a pessoa mais feliz do universo, mas também não sou depressiva o tempo todo. É que esse aqui é meu espacinho pra desabafar, contar o que sinto e o que penso. E geralmente quando eu fico quietinha no meu canto é que vem a inspiração pra escrever. 
Quando eu tô feliz (e não são poucas as vezes) eu fico com medo de contar e depois dar tudo errado e eu ficar triste de novo. E isso era um porre. Então eu decidi mudar.
Faz um tempinho que eu  meio que mudei minhas perspectivas sobre algumas coisas. 
Não sei se vocês sabem, mas eu quase morri. (Pelo menos eu acho.) Duas vezes. Em um dia só. E nada melhor do que estar diante da morte por uma fração de segundo para aprender a valorizar a vida.
Na maioria das vezes brincando, eu dizia que queria morrer, que ia cortar os pulsos. Tudo era motivo pra ficar triste e as minhas lágrimas eram derrubadas por qualquer coisa. Mesmo que eu estivesse sozinha no meu quarto quando resolvesse chorar, a verdade é que quase todos os dias eu desabava. Eu e Deus. Mais ninguém.
Só que eu decidi que não me aguentava mais desse jeito. Oscilações de humor não davam mais pra mim. Ou eu derrotava isso, ou meu "passageiro sombrio" ia me dominar. E eu não gosto dele.
Aprendi que não se trata de mudar as circunstâncias, mas de mudar a minha ótica sobre elas. Quando você muda, o mundo muda. Quando você decide ser feliz, as coisas só se assentam de forma a te deixarem feliz. 
Somos passageiros nesse mundo e podemos passar por aqui destruindo, não fazendo nada ou mudando pra melhor o nosso meio. Eu posso até ter passado os últimos 22 anos saltitando entre as três opções, mas eu realmente decidi que quero ser melhor que isso. Não por mim, não pra ser grande, mas pra engrandecer Aquele que merece. 
Estar feliz realmente é questão de escolha. Então, você está esperando o quê? =)

Let's be happy?

xx

domingo, 17 de março de 2013

Nas últimas semanas as pessoas decidiram ser "engajadas" politicamente e até compartilham fotos no Facebook falando mal dos políticos, olha só?! Mas que relevante! Ainda tem aquelas que são muuuuuito mais ativas e assinam petições no Avaaz. MEU DEUS!
Os estudantes que se manifestaram pelas eleições diretas e pelo Impeachment do Collor morreriam de inveja de todo esse ativismo.
Não sei o que é pior: lotarem a minha timeline de lixo, não fazerem nada além de dar meia dúzia de cliques ou acharem que estão fazendo o suficiente e dormirem tranquilos à noite.
NÃO estou defendendo [in]Felicianos ou Calheiros da vida, mas acho que se eles geram tanta insatisfação assim, deveria gerar também consciência política para se votar melhor nas próximas eleições. Muita gente nem sabe ao certo o que eles fazem ou devem fazer lá no Congresso, muita gente não sabe nem do que se tratam as acusações, cara! 
Cass Sunstein, professor de direito em Harward e estudioso de alguns tipos de relações na internet, fez um estudo sobre como uma informação é internalizada como verdade no meio virtual a medida que mais e mais pessoas a referendam. É como se quanto mais apoio se tivesse, mais apoio se teria. Esse fenômeno é chamado de "cascata informacional". 
Nas cascatas as pessoas repetem o comportamento das demais pela influência que recebem e não pelo teor da informação que repassam.
Vejo muito disso no Facebook e acho tudo muito preocupante! A política é só mais uma das vertentes desse "cliquetivismo". Hoje as pessoas têm achado suficiente "lutar" pelos "direitos" das minorias, por justiça social, por eticidade na política apenas virtualmente e sem embasamento. 
Será que compartilhar uma foto vai ser suficiente pra gerar mudança? Eu sinceramente acho que não, mas torço por um mundo em que as pessoas usarão a internet para ter acesso à informação que vai lhes formar uma opinião sólida e embasada o suficiente para elas saberem exatamente o que fazer em relação às coisas que as incomodam.

Atéé! =D

terça-feira, 12 de março de 2013

Conselho


EU não acredito que duas pessoas possam se apaixonar uma pela outra ao mesmo tempo tal qual nos primeiros episódios de cada temporada de "Malhação". Talvez um dia eu já tenha acreditado, mas hoje não mais.
Talvez seja uma perspectiva pessimista demais, mas eu prefiro encarar como mais um choque de realidade. Mas o post nem é sobre isso. A questão é que quando as pessoas finalmente encontram seu par e conseguem ficar junto dele, elas se esquecem de quão árdua foi a caminhada até ali e passam a agir como se fosse mais um troféu na jornada da vida.
Esquecem-se de como é absurdamente doloroso gostar de alguém sem reciprocidade, de como é um saco correr atrás de alguém que não está nem aí pra elas, de como é uma bênção ter ao lado alguém pra amar, respeitar, honrar e ter o privilégio de conhecer melhor a cada dia.
Todos temos defeitos que nem sempre vêm descrito no rótulo, então não é razoável achar que aquilo que se tem pode ser menos do que aquilo que se "pode ter". Não trocar o certo pelo duvidoso pode mesmo ser um ato de covardia, mas também pode ser um ato de heroísmo quando você se dedica a quem se dedica a você.
Parafraseando Hebert Vianna, cuide bem do seu amor, não porque ele pode ir embora um dia, mas porque "bem" é exatamente o jeito que você gostaria de ser cuidado.