quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Caixinha de surpresas

Por esses dias a minha vida deu um giro completamente inesperado. Parece que toda a agitação prevista para o segundo semestre resolveu acontecer nas duas ultimas semanas de setembro. Comecei a namorar, mudei de planos profissionais, minha mãe foi parar no hospital, conheci uma banda nova... Mas o que mais me marcou mesmo (desculpa, namorado) foi descobrir que a vida realmente é o liame mais fágil que existe, mas, ao mesmo tempo, o mais significativo.
A gente tem por hábito viver como se nunca fosse morrer e morrer como se nunca tivesse querido viver. É um pouco paradoxal, mas é a verdade. 
Estar diante de uma situação que fragiliza a vida de alguém muito próximo é desconcertante. Se num momento você pisa firme, no outro você perde o chão. Se num momento você se sente senhor da sua própria vida, no outro você se sente um grão de areia diante de coisas infinitamente maiores. É como se você se tornasse NADA em frações de segundos. 
E eu cheguei a conclusão de que realmente somos nada. Essas situações somente nos colocam exatamente onde deveríamos estar o tempo todo. Não somos, de fato, senhores das nossas próprias vidas. Como eu já disse em momento pretérito por aqui, morrer é muito democrático. Não escolhe raça, cor, classe social, gosto musical. Justamente por isso ainda me assusta bastante. 
Encerro dizendo que devemos cuidar melhor de nós e dos nossos e reconhecer todos os dias a nossa insignificância em relação ao que a vida representa. 

É isso, gente! =)

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