quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ah, o amor...

Eu costumava não acreditar na existência do amor, até que eu descobri que existem dois tipos desse sentimento. Um é o amor inventado do Frejat e o outro é o amor simples, presente nas mais singelas relações humanas. 
A desvantagem do amor inventado é exatamente o fato de ele ser exagerado e já diz a cultura popular que todo exagero é sobra. Essa espécie de amor é aquela retratada pelos filmes hollywoodianos como o destino de todas as adolescentes: um cara GATO num carro lindo. 
O grande problema de pensar assim é que se todos os caras tivessem carro a Av. Brasil ia andar menos do que já anda e se todos os caras fossem gatos... É, isso já não seria um problema. 
Enfim, o ponto ao qual se quer chegar é que o amor não chega acompanhado de fogos de artificio (até porque se chegasse eu ia querer passar longe). O amor está presente em gestos simples. O amor está em nós, não é uma coisa que deve ser encontrada por nós. Ele é cultivado e cresce mais a cada dia. O importante é saber cuidar. 

sábado, 16 de junho de 2012

Contrassensos

Tudo começou quando ele a chamou pra sair. Ela não acreditou que fossem sengundas intenções. Achou que iam apenas conversar, beber e dar boas risadas. Pareciam surreiais as ponderações de suas amigas sobre o quão errada aquela atitude poderia sere quão moralmente inaceitável era ir até ele. Contrariando os bons conselhos, ela foi ao encontro do que poderia ser sua destruição emocional-pelo menos por um bom tempo.
Seu coração batia tão acelerado, fazia meses que não se viam - a última vez havia sido de surpresa, no meio da rua e ela tinha ficado ruminando aquele momento por dias.
Quando ela entrou no carro, parecia um sonho. Nem deu tempo de cair na real direito e ele a beijou. Tudo e nada fazia sentido ao mesmo tempo. Dois anos se sintetizaram em alguns segundos. Por mais errado que parecesse, ela acreditava que, de alguma forma, aquele momento poderia ser legitimamente bom.
As horas que se seguiram foram completamente diferentes de tudo o que ela havia vivido até ali. Ela nunca fora tratada daquele jeito. Carinho, respeito e todos os elogios do mundo a fizeram ficar cada vez mais derretida. Ora ela tentava se fazer de durona fingindo que sairia emocionalmente ilesa de tudo aquilo; ora percebia que estava completamente entregue, mas sem a menor capacidade de admitir tal circunstância.
Estranhamente ele não queria só pegação. Conversaram mais do que era esperado para uma situação como aquela. Falaram sobre trabalho, perspectivas para o futuro, ideias que passavam pelas cabeças de ambos... Tudo isso enquando permaneciam abraçados e de mãos dadas.
Ele dizia que estar com ela era como ele imaginava, ela pensava que era diferente de tudo o que poderia ousar pensar.
Em certo momento a percepção dela já se encontrava alterada sobre o que poderia ser certo ou errado, bom ou ruim, verdade ou mentira. Quando foi embora, ela não conseguia tirar aqueles momentos da cabeça. Fora de si, olhando a situação como se fosse outra pessoa, ela achava que tinha acabado de cometer o maior erro da sua vida, mas internamente ela sentia como se tivesse realizado um sonho, como se tivesse acontecido a melhor coisa do mundo.
Embora ela admitisse o erro, não conseguia esquecer o quão bom foi aquele momento. Embora ela soubesse que não viveria mais aquilo, não conseguia deixar de pensar no sorriso e na risada dele. Embora ela não estivesse, de fato, esperando uma ligação no dia seguinte, ela mentia pros outros e pra si mesma afirmando a todos os momentos que não estava apaixonada e que não tinha dado tempo de se apegar.
O tempo passou e embora ela não conseguisse esquecê-lo em nenhum momento de seu dia, era à noite que as lembranças lhe faziam chorar. Era um misto de arrependimento com vontade de esquecê-lo e uma pitada de tristeza por não tê-lo mais e mais.
Embora no seu aniversário ela não esperasse sua lembrança, era dele o único SMS que ela desejava receber. E recebeu. Leu e releu um milhão de vezes, contou pras amigas mais chegadas, ficou toda boba com apenas uma migalha.
Muitos dias depois, quando as coisas começavam a se assentar e ela começava a sentir que conseguia aceitar deixá-lo sair de dentro de si mesma, ele apareceu - não poderia ser diferente, afinal eles sempre aparecem quando estão começando a desaparecer de dentro da gente. Ela achava, até receber aquele SMS, que ele não significava mais do que uma agridoce lembrança agora e que conseguiria dizer um 'não'. Mas não conseguiu. Mais uma vez sucumbiu ao desejo de estar com ele novamente. Dessa vez as coisas foram menos intensas, mas mais concretas. Parecia que ele não se importava com a situação e queria ficar com ela. E ela tentava se fazer acreditar que ele não queria mais do que um momento de 'fuga' da realidade em que vivia.
Depois disso eles mantiveram um contato mais frequente do que da outra vez, mas apenas virtual.
Embora o coração dele não tenha chegado a se dividir entre o que era razão e o que poderia ser um desejo, o dela estava partido por ter vivido o sonho da vida dela com alguém que não a pertencia. De certa forma ela sentia como se tivesse estado com a pessoa que considerava perfeita pra si mesma no momento mais errado que ela podia.
Mas o pior de tudo era saber o quão errado ela estava, reconhecer que quem estava sobrando era ela e torcer para que tudo desse certo pra ele, mesmo que ela tivesse que arrancar de si mesma esse sentimento estranho que lhe tomava conta.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Toca, telefone!

Certamente se você tem mais de 21 anos e é mulher já passou por intermináveis horas de aflição esperando o telefone tocar. Seja no aguardo da ligação do cara que você conheceu ontem, de um chamado para o próximo encontro ou de um pedido de desculpas do seu namorado, não importa. A verdade é que durante essa espera, você conseguiu realizar poucas tarefas, não é mesmo? Sou capaz, ainda, de apostar que você checou o celular umas 90 vezes pra ver se estava sem serviço, no silencioso, desligado, sem bateria (como se tudo isso fosse possível, já que você dormiu com ele do seu lado conectado ao carregador e está com ele do seu lado em cada canto da casa, cuidando pra que ele fique onde o sinal é mais intenso.).

Quando se trata de telefone fixo, então?! Logo imagina que o fio está desconectado, o telefone tá mudo ou que aqueles cinquenta segundos que você passou falando com a sua mãe foram o suficiente pra ele ligar 97 vezes e desistir por conta de o telefone estar ocupado. Existem, ainda, aquelas que imaginam que o cara não pôde ligar porque perdeu seu número, tá sem crédito, o celular caiu no copo de cerveja ou porque ele morreu (em alguns casos seria até melhor que ele tivesse morrido).

É, amiga, eu tenho uma coisa pra te contar: ele não vai ligar. E não é porque ele está conhecendo o IML nesse momento. É porque ele não quer mesmo. E nem sempre o problema está com você. Você não é gorda, feia, chata, ruim de cama. Nada disso. Ele só não quer estar com você. Seja por você não fazer o tipo dele ou por ele não entender nada do que você diz sobre design de interiores. A verdade é que os homens acham desnecessário (ou são covardes mesmo, ainda não sei) dizer pra você que ele não quer mais. Eles, em geral, somem. E digo mais: eles esperam que nós entendamos o recado e se dão o luxo de ficarem bravos quando os procuramos decididas a obter uma resposta.

A saída é não esperar ligações ou mensagens de forma que, quando elas chegarem sejam uma surpresa boa e não uma obrigação de quem envia ou liga. Não cobre nada do cara e nem de si mesma. Deixa acontecer. Desse jeito é muito mais legal.

domingo, 22 de abril de 2012

Tenho o peculiar hábito de andar em linha reta. Algumas vezes, quando estou na rua, no shopping ou até mesmo em casa, tento traçar uma reta imaginária ou seguir alguma que já exista no chão. Quando estou caminhando na calçada, geralmente uso o meio-fio, como uma criança de sete anos. Sei que ´imaturo e bizarro, mas encaro tal qual um desafio.

Com essa mania maluca, fui percebendo que todas as vezes que eu estava tentando me manter sobre o meio-fio, deveria permanecer focalizando algo naquela direção, como se perseguisse um objetivo que estaria ao fim daquele caminho.

Todas as vezes que eu olhava pros lados, me desviava e às vezes errava os passos, mas todas as vezes tinha a chance de voltar.

Com o tempo reparei que a mesma filosofia não se aplica apenas a andar sobre meio-fios, mas também à vida. Quando estamos atrás de um objetivo, de um alvo, não devemos deixar que nada nos distancie dele, mas casa isso aconteça, devemos nos utilizar da chance que Deus (a vida, o destino ou seja lá em que você acredite - prefiro acreditar em Deus) nos dá de retornar.

É questão, apenas, de ponderar sobre o que vale mais: aquilo que você perseguiu ao longo de bastante tempo ou aquele incidente que só te fez desviar o caminho.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Quando a persistência vira teimosia

Muito se fala sobre a persistência. Diz-se que é um bom atributo. Insistir, ter foco. No entanto, em minhas reflexões cheguei à conclusão de que temos que ser um pouco mais críticos e cuidadosos. O limite entre a persistência e a teimosia pode ser mais tênue do que pensamos.

Ir atrás do que se deseja demanda um pouco mais de racionalidade. Se não deu certo nas 380 primeiras vezes, não é possível que aquilo seja pra sua vida. Repense, reveja e reaja. Talvez seja tempo de rever as prioridades e traças outras metas.

Fica a dica.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Oh, meus queridos leitores! Estive distante novamente, peço desculpas sem tanta cerimônia, desta vez! Vou me explicar... Estive estudando e, por esses dias fiz uma pausa pra comer carne no churrasco de fim de ano da empresa onde eu estagio, tostar um bocado no sol de Ipanema (Sim, eu fui à praia! o/) e comemorar a chegada do bom velhinho.

Falando em chegada do bom velhinho, esse lance de Natal sempre me dá arrepio. Deixa eu explicar... Não é que eu fique assustada nem nada disso... É que o espírito natalino realmente inspira e contagia as pessoas. Tudo fica beeem mais bonito, não só as fachadas das casas.

É legal ver que ainda existe algo que nos torne melhores, que nos faça querer fazer o bem. Dito isso, a única coisa que eu posso desejar pra todos nós é que esse espírito de amor e bondade possa nos contagiar durante o ano inteiro, não só no último mês... FELIZ NATAL!

domingo, 27 de novembro de 2011

Pessimismo

O começo é sempre divertido pra maioria das pessoas. Expectativas, curtição, novidades. Pra mim não. Pra mim sempre foi diferente. Não sei onde meu otimismo sobre relacionamentos se perdeu. A verdade é que eu não consigo mais ser aquela sonhadora de sempre.
Aceitei de uma vez por todas que príncipes encantados não existem e fiz questão de vestir uma capa de dureza sempre que assistia a uma comédia romântica (sim, sempre fui vulnerável a comédias românticas.).

Hoje meus amigos me criticam por essa visão mais fria do que chamam de amor e eu não consigo, sequer, curtir quando surge uma nova paixonite. Me encho de perguntas sobre como vai ser se eu me ferrar. Fico dividida. Sinto como se uma parte de mim estivesse incontida de vontade de se entregar e viver tudo de bom que possa acontecer, sem medo de se ferrar, disposta a arcar com as consequências ruins, desde que se permitisse viver os momentos bons. Um outro lado, mais sensato e menos fora da realidade, fica tentando decifrar cada passo do meu objeto de desejo, imaginando cada coisa ruim que ele pode fazer, como se pudesse antever um sofrimento em potencial.
Ainda não vivi uma estória que fosse só felicidade, na qual eu não saísse machucada no final ou na qual não houvesse final. Talvez por falta de sorte. Talvez porque não exista mesmo. Mas é inegável que todas, eu disse todas as vezes que o meu lado sonhador se permitiu viver e aproveitar as coisas boas, não houveram coisas ruins que o tenham freado ou desanimado. As pessoas vão, as lembranças POSITIVAS ficam. E dessa vez não vai ser diferente. A menos que a pessoa deseje ficar.