quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pondere

Dizem que se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Ainda bem que eu tenho cara de pobre hipossuficiente então, porque hoje eu recebi um ÓTIMO conselho. Vou levar pra vida. Espero que vocês também.
Tava conversando com uma colega de turma e ela tava me contando sobre como a vida dela foi complicada até aqui e que ela já cometeu muitos erros e coisa e tal e que hoje ela não faria muitas coisas que fez há um tempo. Ela falou que se fizesse escolhas melhores provavelmente ela estaria em um patamar melhor na vida (não necessariamente no aspecto financeiro).
Pois bem, ela demonstrou tanta fragilidade emocional que eu achei que ela que precisava de conselhos, quando, na verdade, tomei um tapa sem mão. Eis que quando o sinal bateu ela me disse: "Manu, NUNCA faça nada por carência. Seja comprar um objeto ou casar com alguém, poque as coisas vêm e o vazio permanece.".
CA-RA-CA (desculpa, pai, mas não tem palavra melhor pra expressar minha surpresa), fala Deus! Hahaha... A partir daquele momento, até pra beber água eu tô ponderando se é carência ou um outro sentimento, mais legítimo talvez.
Então é isso, gente, achei legal dividir com vocês. Acho que mudou minha vida.

Bj bj!

=D

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um capuccino sem joguinhos, por favor.

Dia desses eu tava conversando com uma amiga e ela, me dando péssimos sábios conselhos, me disse uma coisa que me deixou um pouco triste com o que nós, seres humanos, nos tornamos.
Estávamos conversando sobre relacionamentos e ela (concordando com o resto do mundo) disse que eu me "encanto" facilmente (é mentira, mas não tenho como provar) e que isso pode ser um problema, já que eu posso me machucar.
Ok, eu entendo que as pessoas não machucam as outras deliberadamente e que nem sempre estamos todos na mesma vibe (seria bem estranho se fosse assim, inclusive), as coisas simplesmente não acontecem e as pessoas se machucam sem querer.
Mas será que cabe a mim mudar o meu jeito?
Se eu tanto reclamo das pessoas que se mostram de uma forma e depois se tornam de outra, não seria o "me resguardar" uma forma de fazer o mesmo?
A minha conclusão é que temos nos mantido em dois polos distintos e imediatamente opostos: de um lado quem acha que deve ser mais frio, menos intenso e de outro quem demonstra mais do que sente. Por que, então, não caminharem todos para o meio termo e mostrar simplesmente o que sente? Mais fácil, né?!

Bjinhos! =)

sábado, 6 de abril de 2013

O que há de errado

O que há de errado?
Meu cabelo enrolado?
Meu lápis borrado?
Meu batom rosado?

Não dá pra acreditar em tanta desilusão
Faz mal ao coração lembrar que eu te perdi
De novo.

O coração se perde,
Chorando a Deus pede
Forças pra tentar de novo
Eu sei que nada é pra sempre
Mas, mesmo assim, me sinto
Sem ar quando você se vai

Um pouco contrariado,
Mas, mesmo assim, calado,
Ouvindo a voz do Pai,
Enfim, sou restaurado.

Nem sempre um amor faz bem pro coração
Só Deus pra consertar tanta decepção
De novo.

sábado, 30 de março de 2013

Me disseram que meu blog não é a coisa mais feliz do mundo. Ok, eu sei. E é bem verdade que se eu aparecesse morta e a polícia resolvesse investigar meus posts certamente concluiriam um possível inquérito acreditando piamente na hipótese de suicídio.
Também é certo que, depois de ler o que eu escrevo, até a Alice (do País das Maravilhas) adquiriria fortes e sombrias tendências à depressão. Mas eu posso explicar. Eu juro.
Não significa que eu seja triste. Tá, eu não costumo (ava) ser a pessoa mais feliz do universo, mas também não sou depressiva o tempo todo. É que esse aqui é meu espacinho pra desabafar, contar o que sinto e o que penso. E geralmente quando eu fico quietinha no meu canto é que vem a inspiração pra escrever. 
Quando eu tô feliz (e não são poucas as vezes) eu fico com medo de contar e depois dar tudo errado e eu ficar triste de novo. E isso era um porre. Então eu decidi mudar.
Faz um tempinho que eu  meio que mudei minhas perspectivas sobre algumas coisas. 
Não sei se vocês sabem, mas eu quase morri. (Pelo menos eu acho.) Duas vezes. Em um dia só. E nada melhor do que estar diante da morte por uma fração de segundo para aprender a valorizar a vida.
Na maioria das vezes brincando, eu dizia que queria morrer, que ia cortar os pulsos. Tudo era motivo pra ficar triste e as minhas lágrimas eram derrubadas por qualquer coisa. Mesmo que eu estivesse sozinha no meu quarto quando resolvesse chorar, a verdade é que quase todos os dias eu desabava. Eu e Deus. Mais ninguém.
Só que eu decidi que não me aguentava mais desse jeito. Oscilações de humor não davam mais pra mim. Ou eu derrotava isso, ou meu "passageiro sombrio" ia me dominar. E eu não gosto dele.
Aprendi que não se trata de mudar as circunstâncias, mas de mudar a minha ótica sobre elas. Quando você muda, o mundo muda. Quando você decide ser feliz, as coisas só se assentam de forma a te deixarem feliz. 
Somos passageiros nesse mundo e podemos passar por aqui destruindo, não fazendo nada ou mudando pra melhor o nosso meio. Eu posso até ter passado os últimos 22 anos saltitando entre as três opções, mas eu realmente decidi que quero ser melhor que isso. Não por mim, não pra ser grande, mas pra engrandecer Aquele que merece. 
Estar feliz realmente é questão de escolha. Então, você está esperando o quê? =)

Let's be happy?

xx

domingo, 17 de março de 2013

Nas últimas semanas as pessoas decidiram ser "engajadas" politicamente e até compartilham fotos no Facebook falando mal dos políticos, olha só?! Mas que relevante! Ainda tem aquelas que são muuuuuito mais ativas e assinam petições no Avaaz. MEU DEUS!
Os estudantes que se manifestaram pelas eleições diretas e pelo Impeachment do Collor morreriam de inveja de todo esse ativismo.
Não sei o que é pior: lotarem a minha timeline de lixo, não fazerem nada além de dar meia dúzia de cliques ou acharem que estão fazendo o suficiente e dormirem tranquilos à noite.
NÃO estou defendendo [in]Felicianos ou Calheiros da vida, mas acho que se eles geram tanta insatisfação assim, deveria gerar também consciência política para se votar melhor nas próximas eleições. Muita gente nem sabe ao certo o que eles fazem ou devem fazer lá no Congresso, muita gente não sabe nem do que se tratam as acusações, cara! 
Cass Sunstein, professor de direito em Harward e estudioso de alguns tipos de relações na internet, fez um estudo sobre como uma informação é internalizada como verdade no meio virtual a medida que mais e mais pessoas a referendam. É como se quanto mais apoio se tivesse, mais apoio se teria. Esse fenômeno é chamado de "cascata informacional". 
Nas cascatas as pessoas repetem o comportamento das demais pela influência que recebem e não pelo teor da informação que repassam.
Vejo muito disso no Facebook e acho tudo muito preocupante! A política é só mais uma das vertentes desse "cliquetivismo". Hoje as pessoas têm achado suficiente "lutar" pelos "direitos" das minorias, por justiça social, por eticidade na política apenas virtualmente e sem embasamento. 
Será que compartilhar uma foto vai ser suficiente pra gerar mudança? Eu sinceramente acho que não, mas torço por um mundo em que as pessoas usarão a internet para ter acesso à informação que vai lhes formar uma opinião sólida e embasada o suficiente para elas saberem exatamente o que fazer em relação às coisas que as incomodam.

Atéé! =D

terça-feira, 12 de março de 2013

Conselho


EU não acredito que duas pessoas possam se apaixonar uma pela outra ao mesmo tempo tal qual nos primeiros episódios de cada temporada de "Malhação". Talvez um dia eu já tenha acreditado, mas hoje não mais.
Talvez seja uma perspectiva pessimista demais, mas eu prefiro encarar como mais um choque de realidade. Mas o post nem é sobre isso. A questão é que quando as pessoas finalmente encontram seu par e conseguem ficar junto dele, elas se esquecem de quão árdua foi a caminhada até ali e passam a agir como se fosse mais um troféu na jornada da vida.
Esquecem-se de como é absurdamente doloroso gostar de alguém sem reciprocidade, de como é um saco correr atrás de alguém que não está nem aí pra elas, de como é uma bênção ter ao lado alguém pra amar, respeitar, honrar e ter o privilégio de conhecer melhor a cada dia.
Todos temos defeitos que nem sempre vêm descrito no rótulo, então não é razoável achar que aquilo que se tem pode ser menos do que aquilo que se "pode ter". Não trocar o certo pelo duvidoso pode mesmo ser um ato de covardia, mas também pode ser um ato de heroísmo quando você se dedica a quem se dedica a você.
Parafraseando Hebert Vianna, cuide bem do seu amor, não porque ele pode ir embora um dia, mas porque "bem" é exatamente o jeito que você gostaria de ser cuidado.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Um drama com sorvete, por favor?!


Eu adoro um drama. É, é verdade. Nunca fui tão sincera na minha vida. E não é em um filme ou livro. Também, mas não é a este tipo de drama que eu estou me referindo. É drama de verdade. Sabe ficar presa e passar a noite num supermercado ou ficar em coma e deixar todo mundo apreensivo?
Quando eu era menor, ficava ponderando sobre como as coisas poderiam dar errado, como seria "legal" ser sequestrada, atropelada (sem morrer, ok?!) ou coisa do tipo.
A culpa certamente é de Hollywood, que sempre fez isso parecer tão bacana...
Quando eu fiquei maior, trouxe isso pra outras áreas da minha vida. Achava que ia passar pela faculdade como a Elle Woods (Legalmente loira), ter um melhor amigo que se transformaria em um grande amor como Tom e Hanna (O melhor amigo da noiva), chorar gramurosamente por um término de namoro como a Blair (Gossip Girl) e por aí vai.
Até nos relacionamentos eu achava que reproduziria as mais belas histórias do cinema (ou as mais clichês, quem sabe?) e com o mesmo final feliz.
Hoje eu entendo um pouco o porquê dessa vontade de dramatizar tudo. Talvez eu ache que vivendo os mesmos problemas eu consiga os mesmos resultados. Mas a vida não é assim. Finais felizes não existem!! A vida só termina com a morte! E pra quem fica, isso dificilmente será feliz!!! Depois que a Cinderela casou com o Príncipe, provavelmente ele teve que encarar uns 20 anos de TPM todo mês. Isso se não tiveram que passar por um doloroso divórcio. Romeu e Julieta morreram. Savannah não aguentou esperar pelo John e casou com outro cara (Querido John) e por aí vai. A vida é assim. Momentos bons e momentos ruins, mas o final, esse nunca vai ser dos melhores. A parte boa é que com certeza a minha vida ainda vai ter muuuuito drama pra viver!