O começo é sempre divertido pra maioria das pessoas. Expectativas, curtição, novidades. Pra mim não. Pra mim sempre foi diferente. Não sei onde meu otimismo sobre relacionamentos se perdeu. A verdade é que eu não consigo mais ser aquela sonhadora de sempre.
Aceitei de uma vez por todas que príncipes encantados não existem e fiz questão de vestir uma capa de dureza sempre que assistia a uma comédia romântica (sim, sempre fui vulnerável a comédias românticas.).
Aceitei de uma vez por todas que príncipes encantados não existem e fiz questão de vestir uma capa de dureza sempre que assistia a uma comédia romântica (sim, sempre fui vulnerável a comédias românticas.).
Hoje meus amigos me criticam por essa visão mais fria do que chamam de amor e eu não consigo, sequer, curtir quando surge uma nova paixonite. Me encho de perguntas sobre como vai ser se eu me ferrar. Fico dividida. Sinto como se uma parte de mim estivesse incontida de vontade de se entregar e viver tudo de bom que possa acontecer, sem medo de se ferrar, disposta a arcar com as consequências ruins, desde que se permitisse viver os momentos bons. Um outro lado, mais sensato e menos fora da realidade, fica tentando decifrar cada passo do meu objeto de desejo, imaginando cada coisa ruim que ele pode fazer, como se pudesse antever um sofrimento em potencial.
Ainda não vivi uma estória que fosse só felicidade, na qual eu não saísse machucada no final ou na qual não houvesse final. Talvez por falta de sorte. Talvez porque não exista mesmo. Mas é inegável que todas, eu disse todas as vezes que o meu lado sonhador se permitiu viver e aproveitar as coisas boas, não houveram coisas ruins que o tenham freado ou desanimado. As pessoas vão, as lembranças POSITIVAS ficam. E dessa vez não vai ser diferente. A menos que a pessoa deseje ficar.