segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Desde pequena ouvi que haveria um príncipe encantado e um final feliz. Diziam mais: que ele (o príncipe) não teria defeitos e que eu me apaixonaria por perdidamente. Cresci à espera desse cara. Ninguém se encaixava nesse padrão. Nunca encontrei ninguém que fosse perfeito e muito menos me apaixonei perdidamente.

Achava que o defeito era comigo. Tinha que haver algo errado. Muitas pessoas já tinham encontrado o seu 'felizes para sempre', haveria eu de encontrá-lo, também, em algum lugar. Em vez de conhecer um cara lindo, inteligente, carinhoso, sensível e solteiro, eu descobri que os 'felizes para sempre' que eu conhecia nem eram tão felizes assim.

Relacionamentos se desfazem na mesma velocidade em que roedores se reproduzem. Ninguém é essencialmente perfeito. Ninguém consegue conviver sem problemas. O que se consegue, de fato, é contorná-los no dia-a-dia com muito bom humor e carinho. Ainda assim se os dois quiserem muito.

Aprendi também que relacionamentos não funcionam só porque as pessoas querem e sim porque os dois fazem funcionar.

Mas a lição mais importante que eu aprendi foi que o meu final feliz sou eu que faço. Não posso colocá-lo nas mãos de ninguém. Pessoas vem e vão, assim como os sentimentos. Mas um 'pra sempre' não pode depender de circunstâncias assim tão efêmeras.

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