Hoje me aconteceu uma situação peculiar, gostaria de dividi-la com vocês. Eu tava vindo pra casa até que me deparei com um mendigo pedindo algum dinheiro. Não ajudei porque não tinha dinheiro que pudesse doar - minha atual condição financeira está próxima à do pedinte -, mas queria muito ter ajudado.
O que me chocou, entretanto, não foi isso. Foi a reação da mulher que estava atras de mim. O indivíduo, pra chamar a atenção das pessoas que passavam estendia a mão e pedia dois reais para o café. Dois reais. Dois. Pois bem, a senhora, ironicamente, riu do senhor sentado na calçada e exclamou um sonoro e animado "café de dois reais eu também quero".
Sério?
Será que ela queria estar no lugar dele também? Será que ela gostaria da insegurança de não saber se vai ter um lugar seco pra dormir à noite? Será que ela quereria trocar seu colchão quentinho por papelões sujos? Será que não ter o que comer no fim do dia também a apetece?
Em alguns casos - eu disse alguns - eu nem condeno a atitude de não dar dinheiro a quem pede nas ruas. Não é de todo uma atitude errada, dependendo da situação e de quem pede. Mas o que me irrita mesmo diante disso é a atitude hipócrita e debochada de quem não tem a mínima noção do que é sofrimento de verdade.
Pode até ser que eu também não conheça essas realidades tão bem quanto eu gostaria, mas eu nunca vou subestimar as necessidades alheias. E é isso que diferencia pessoas de pessoas.
Até!
domingo, 23 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Caixinha de surpresas
Por esses dias a minha vida deu um giro completamente inesperado. Parece que toda a agitação prevista para o segundo semestre resolveu acontecer nas duas ultimas semanas de setembro. Comecei a namorar, mudei de planos profissionais, minha mãe foi parar no hospital, conheci uma banda nova... Mas o que mais me marcou mesmo (desculpa, namorado) foi descobrir que a vida realmente é o liame mais fágil que existe, mas, ao mesmo tempo, o mais significativo.
A gente tem por hábito viver como se nunca fosse morrer e morrer como se nunca tivesse querido viver. É um pouco paradoxal, mas é a verdade.
Estar diante de uma situação que fragiliza a vida de alguém muito próximo é desconcertante. Se num momento você pisa firme, no outro você perde o chão. Se num momento você se sente senhor da sua própria vida, no outro você se sente um grão de areia diante de coisas infinitamente maiores. É como se você se tornasse NADA em frações de segundos.
E eu cheguei a conclusão de que realmente somos nada. Essas situações somente nos colocam exatamente onde deveríamos estar o tempo todo. Não somos, de fato, senhores das nossas próprias vidas. Como eu já disse em momento pretérito por aqui, morrer é muito democrático. Não escolhe raça, cor, classe social, gosto musical. Justamente por isso ainda me assusta bastante.
Encerro dizendo que devemos cuidar melhor de nós e dos nossos e reconhecer todos os dias a nossa insignificância em relação ao que a vida representa.
É isso, gente! =)
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Setembro
A vida surpreende. Ora positiva, ora negativamente. Ora com sorrisos, ora com lágrimas. Ora com doces palavras, ora com más notícias. Só que às vezes ela é tão surpreendente que traz tudo de uma vez. A gente ri e chora, alegra e entristece, afaga e repele... Ou simplesmente não sabe o que fazer e como agir.
Emoções são sempre emoções e trazem consigo energia que faz cair ou levantar, ficar ou correr, ficar de pé ou sucumbir.
Meu setembro tá nesse pé: cheio de emoções contraditórias que em vez se se compensarem entre si, fortalecem-se mutuamente, de forma que o triste é muito triste, mas o feliz, ah, o feliz...
Quando eu penso que tá tudo bem, as coisas desmoronam. Ao passo que quando eu penso que tô no fundo do posso, Papai do Céu dá um jeitinho de manda um anjo que inevitavelmente não me deixa cair.
Mas o mais difícil mesmo, é dançar conforme a música e deixar o corpo leve para que cada guinada, seja pra cima ou pra baixo, não traga consigo traumas desnecessários.
Emoções são sempre emoções e trazem consigo energia que faz cair ou levantar, ficar ou correr, ficar de pé ou sucumbir.
Meu setembro tá nesse pé: cheio de emoções contraditórias que em vez se se compensarem entre si, fortalecem-se mutuamente, de forma que o triste é muito triste, mas o feliz, ah, o feliz...
Quando eu penso que tá tudo bem, as coisas desmoronam. Ao passo que quando eu penso que tô no fundo do posso, Papai do Céu dá um jeitinho de manda um anjo que inevitavelmente não me deixa cair.
Mas o mais difícil mesmo, é dançar conforme a música e deixar o corpo leve para que cada guinada, seja pra cima ou pra baixo, não traga consigo traumas desnecessários.
domingo, 8 de setembro de 2013
Escolhas
Quando eu tenho um insight sobre o que escrever por aqui, geralmente eu faço uma notinha no celular pra escrever depois. Por vezes eu contextualizo ou faço um rascunho pra não esquecer exatamente do que se trata, mas por outras só dá pra escrever mesmo uma frase solta que, por óbvio, não me traz muitas informações à memória.
Revirando meus arquivos à procura de matéria pro blog, encontrei a seguinte frase: "Às vezes o problema não é o que você faz, mas como você lida com isso". Confesso que não faço ideia do que me fez guardar esta frase, mas ela me diz muitas coisas e eu gostaria de compartilhar com vocês.
Todos os dias a gente faz algumas coisas. Ora coisas boas, ora coisas ruins... Todo mundo tem um pouco de mocinho e bandido dentro de si. Mas o lance nem é esse. O que importa não são necessariamente as grandes coisas que fazemos, mas o que fazemos com isso.
Trazendo pro mundo fático: alguém que faz algo muito ruim pode ter machucado um monte de gente, mas pode usar essa situação pra se aproximar e pedir perdão, demonstrar arrependimento ou, ainda, demonstrar sua independência e tal. Por outro lado, poderia, ainda, se fechar pro mundo ou continuar a fazer coisas más, despreocupadamente. Vejam que nas duas hipóteses, uma coisa ruim pode ser boa ou ruim no final.
No lado oposto temos o sujeito que fez algo muito bom, mas que se tornou soberbo e passou a se achar o dono de toda a verdade, como se o mundo fosse completamente dependente das suas ações. Ou então se tornou cada vez mais humilde e dedicado a fazer coisas boas simplesmente por fazer bem às pessoas.
Nesta segunda hipótese, ter feito uma coisa boa pode trazer bênçãos ou maldições à vida do sujeito.
Pois bem, o cara pode ser o que for e ter feito quaisquer coisas, mas sempre há tempo de usar as consequências contra ou a favor de si mesmo. Basta que se escolha o lado onde se quer ficar.
=)
E aí? Qual é o seu lado?
Besos!
Revirando meus arquivos à procura de matéria pro blog, encontrei a seguinte frase: "Às vezes o problema não é o que você faz, mas como você lida com isso". Confesso que não faço ideia do que me fez guardar esta frase, mas ela me diz muitas coisas e eu gostaria de compartilhar com vocês.
Todos os dias a gente faz algumas coisas. Ora coisas boas, ora coisas ruins... Todo mundo tem um pouco de mocinho e bandido dentro de si. Mas o lance nem é esse. O que importa não são necessariamente as grandes coisas que fazemos, mas o que fazemos com isso.
Trazendo pro mundo fático: alguém que faz algo muito ruim pode ter machucado um monte de gente, mas pode usar essa situação pra se aproximar e pedir perdão, demonstrar arrependimento ou, ainda, demonstrar sua independência e tal. Por outro lado, poderia, ainda, se fechar pro mundo ou continuar a fazer coisas más, despreocupadamente. Vejam que nas duas hipóteses, uma coisa ruim pode ser boa ou ruim no final.
No lado oposto temos o sujeito que fez algo muito bom, mas que se tornou soberbo e passou a se achar o dono de toda a verdade, como se o mundo fosse completamente dependente das suas ações. Ou então se tornou cada vez mais humilde e dedicado a fazer coisas boas simplesmente por fazer bem às pessoas.
Nesta segunda hipótese, ter feito uma coisa boa pode trazer bênçãos ou maldições à vida do sujeito.
Pois bem, o cara pode ser o que for e ter feito quaisquer coisas, mas sempre há tempo de usar as consequências contra ou a favor de si mesmo. Basta que se escolha o lado onde se quer ficar.
=)
E aí? Qual é o seu lado?
Besos!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Medo do "não"
Tá vendo como um "não" pode ser medonho???
Hoje eu fui comprar chocolate e a barra de Suflair tava R$ 2. Eu queria muito que o cara fizesse 3 por R$ 5, pensei em perguntar se ele faria, mas quando chegou na hora de pedir, travei. Não consegui. Dei os R$ 4, peguei duas barras e fui embora.
E o que isso tem a ver com o tema do blog? Eu explico.
Essa foi só mais umas das milhares de manifestações do meu absurdo medo de ouvir um "não".
Depois disso, vim pra casa refletindo sobre as possíveis causas dessa fobia. Não é recente. Tinha medo de pedir aos professores pra sair de sala, medo de pedir ao meu pai pra fazer alguma coisa (minha mãe tinha que pedir por mim), medo de pedir qualquer coisa a alguém que tivesse a menor chance de me negar, medo de tentar certas coisas pela possibilidade de falhar...
Tenho alguns palpites sobre os motivos, mas cheguei à conclusão de que as causas só são importantes pra se descobrir um antídoto. O fundamental mesmo é a vontade de sair da zona de conforto e vencer os medos que me tentem a tomar o controle.
Realmente não adianta reclamar, culpar uns e outros e não tentar resolver o problema. Então, voilá. Quem sabe não consigo uns "sim" de brinde por aí?
Bjoooooooooooks...
=)
domingo, 25 de agosto de 2013
Casa nova
Como a maioria da população insone do mundo, eu penso aleatoriamente antes de dormir. Dia desses tava pensando e pensando e, sabe-se lá porque cargas dágua, comecei a pensar sobre o amor (ohhhhh! Pq será??). Acho que no dia alguém tinha me contado algo sobre levar algumas coisas (boas ou ruins, não importa) de um relacionamento pra outros, enfim.
Então eu cheguei a uma conclusão. Tipo, não sei você, caro leitor, mas eu realmente não me importo com os relacionamentos anteriores de quem quer que seja que esteja comigo, só acho que cada ser humano é um novo ser humano, completamente diferente e com escolhas diferentes. Pena que nem todo mundo pensa assim.
Quando alguém chega cheio de reservas, traumas, com medo de se entregar, as coisas ficam complicadas pra ambos os lados. Um não pode amar mais que o outro, não pode se entregar mais do que o outro.
Cheguei à conclusão de que encontrar um novo amor é como mudar pra uma casa nova completamente mobiliada. Você deve levar o mínimo das suas coisas, só o suficiente pra não perder sua dignidade (figurativamente os documentos e objetos de uso pessoal podem representá-los).
As pessoas pensam demais em se resguardar, em cuidar de si mesmas, em proteger os próprios sentimentos e sempre acabam ferindo alguém com tamanha reserva.
No fim das contas sai alguém ferrado e o outro alguém permanece sozinho e com a cara de pau de falar "viu!! Sabia que não ia dar certo! Ainda bem que não me entreguei." (Falo com propriedade porque já pensei assim).
Então, a minha conclusão não é que as pessoas devam se jogar de cabeça num relacionamento em que mal conhecem o outro ser humano, mas que então, não deem brecha pro outro ser humano se envolver antes de se ter certeza sobre se quer ou não se jogar de cabeça naquele relacionamento.
É isso, pessoinhas. Mais um devaneio maluco do meu cérebro problemático. =)
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Viver é um risco
Nada é tão perigoso quanto viver. Você pode morrer, sofrer, fracassar, chorar. Na melhor das hipóteses você corre o risco de perder. A gente perde muitas coisas ao longo dessa caminhada. Pessoas, coisas, sentimentos. Mas a vida costuma ser bem democrática. Independentemente de poder aquisitivo, de classe social, todos perdemos em algum momento. Faz parte.
Só que, se me permites, caro leitor, há uma contrapartida nisso tudo. Existe um lado bom. A gente só perde o que já teve, a gente só morre se viveu, a gente só fracassa quando tenta, a gente só sofre quando se envolve. É hipócrita e leviano dizer que as coisas não valeram a pena porque o final não foi dos melhores. E o intervalo entre o início e o fim? É desconsiderado? E todas as coisas boas que aconteceram? Se resumem a um "não deu certo"? Claro que deu certo. Pode ser que hoje não dê mais, mas não desmereça a história.
É cruel, mas tudo tem um fim. [Tempo pra você me xingar.] É verdade! O Código Civil prevê que o casamento surge pra sex extinto, seja pela morte ou pelo divórcio (e pra quem entende que ainda existe, pela separação). A vida é finita, tudo tem um termo inicial e um termo final. Cabe a nós, meros mortais e subjugados a essa lei (ainda) imutável, aproveitar cada risada, cada beijo, cada conversa, cada momento... Porque se você pode ter uma certeza é a de que vai terminar um dia.
Beijos, seus lindos!
=)
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