sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Hey, pessoas!
Hoje eu tava tomando um café e vi uma cena que me causou um insight. Eu explico.
Tinha uma menina tomando um Frapuccino e tirando milhares de fotos. Não sei ainda se "tomando um Frapuccino" define bem, já que o que ela menos fez foi bebericar o produto. Nada contra tirar fotos em estabelecimentos comerciais. O foco não é esse. Eu não sei quem era a menina e muito menos se era esse o objetivo dela, mas a regra atualmente é fotografar tudo o que se come e/ou bebe em lugares mais "popzinhos" pra postar nas redes sociais. Ninguém fotografa o cafezinho do boteco da esquina ou a garrafa de Grapette e posta no Instagram. Nada contra o cafezinho do boteco da esquina, muito pelo contrário: quando eu PRECISO de um café, é pra lá que eu corro e não pra Starbucks.
Mas, então, hoje se tornou mais importante mostrar do que ser ou, na melhor das hipóteses, ser ou ter para poder mostrar.
Ontem eu tava lendo no Blog do iPhone uma parada a esse respeito também. POUQUÍSSIMAS pessoas têm um iPhone por conta das funcionalidades e benesses do aparelho. Hoje os Gadgets da Apple, por exemplo, são símbolo de status, de poder aquisitivo. Não importa se foi parcelado em 24x sem juros naquele Mastercard cujo limite é o exato valor do aparelho, se vai poder colocar ele em cima da mesa naquele restaurante "cool" pra se exibir já tá valendo.
Superada a parte do "ser pra mostrar", que já é bem irritante por si só, o que me preocupa de verdade é a perda da essência. Tipo, uns amigos comentaram sobre isso dia desses (Karol e Patrick): não se curte mais os momentos, se perde tempo fotografando. Não se desfruta mais da comida ou da bebida, se perde tempo exibindo nas redes sociais.
Um conselho: por mais que as fotos eternizem o momento de alguma forma, elas não podem traduzir sentimentos que não existiram. Curta os momentos e eles se eternizarão dentro de você e aí sim as lembranças físicas terão algum significado. =)

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