quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Caixinha de surpresas

Por esses dias a minha vida deu um giro completamente inesperado. Parece que toda a agitação prevista para o segundo semestre resolveu acontecer nas duas ultimas semanas de setembro. Comecei a namorar, mudei de planos profissionais, minha mãe foi parar no hospital, conheci uma banda nova... Mas o que mais me marcou mesmo (desculpa, namorado) foi descobrir que a vida realmente é o liame mais fágil que existe, mas, ao mesmo tempo, o mais significativo.
A gente tem por hábito viver como se nunca fosse morrer e morrer como se nunca tivesse querido viver. É um pouco paradoxal, mas é a verdade. 
Estar diante de uma situação que fragiliza a vida de alguém muito próximo é desconcertante. Se num momento você pisa firme, no outro você perde o chão. Se num momento você se sente senhor da sua própria vida, no outro você se sente um grão de areia diante de coisas infinitamente maiores. É como se você se tornasse NADA em frações de segundos. 
E eu cheguei a conclusão de que realmente somos nada. Essas situações somente nos colocam exatamente onde deveríamos estar o tempo todo. Não somos, de fato, senhores das nossas próprias vidas. Como eu já disse em momento pretérito por aqui, morrer é muito democrático. Não escolhe raça, cor, classe social, gosto musical. Justamente por isso ainda me assusta bastante. 
Encerro dizendo que devemos cuidar melhor de nós e dos nossos e reconhecer todos os dias a nossa insignificância em relação ao que a vida representa. 

É isso, gente! =)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Setembro

A vida surpreende. Ora positiva, ora negativamente. Ora com sorrisos, ora com lágrimas. Ora com doces palavras, ora com más notícias. Só que às vezes ela é tão surpreendente que traz tudo de uma vez. A gente ri e chora, alegra e entristece, afaga e repele... Ou simplesmente não sabe o que fazer e como agir.
Emoções são sempre emoções e trazem consigo energia que faz cair ou levantar, ficar ou correr, ficar de pé ou sucumbir.
Meu setembro tá nesse pé: cheio de emoções contraditórias que em vez se se compensarem entre si, fortalecem-se mutuamente, de forma que o triste é muito triste, mas o feliz, ah, o feliz...
Quando eu penso que tá tudo bem, as coisas desmoronam. Ao passo que quando eu penso que tô no fundo do posso, Papai do Céu dá um jeitinho de manda um anjo que inevitavelmente não me deixa cair.
Mas o mais difícil mesmo, é dançar conforme a música e deixar o corpo leve para que cada guinada, seja pra cima ou pra baixo, não traga consigo traumas desnecessários.


domingo, 8 de setembro de 2013

Escolhas

Quando eu tenho um insight sobre o que escrever por aqui, geralmente eu faço uma notinha no celular pra escrever depois. Por vezes eu contextualizo ou faço um rascunho pra não esquecer exatamente do que se trata, mas por outras só dá pra escrever mesmo uma frase solta que, por óbvio, não me traz muitas informações à memória.
Revirando meus arquivos à procura de matéria pro blog, encontrei a seguinte frase: "Às vezes o problema não é o que você faz, mas como você lida com isso". Confesso que não faço ideia do que me fez guardar esta frase, mas ela me diz muitas coisas e eu gostaria de compartilhar com vocês.
Todos os dias a gente faz algumas coisas. Ora coisas boas, ora coisas ruins... Todo mundo tem um pouco de mocinho e bandido dentro de si. Mas o lance nem é esse. O que importa não são necessariamente as grandes coisas que fazemos, mas o que fazemos com isso.
Trazendo pro mundo fático: alguém que faz algo muito ruim pode ter machucado um monte de gente, mas pode usar essa situação pra se aproximar e pedir perdão, demonstrar arrependimento ou, ainda, demonstrar sua independência e tal. Por outro lado, poderia, ainda, se fechar pro mundo ou continuar a fazer coisas más, despreocupadamente. Vejam que nas duas hipóteses, uma coisa ruim pode ser boa ou ruim no final.
No lado oposto temos o sujeito que fez algo muito bom, mas que se tornou soberbo e passou a se achar o dono de toda a verdade, como se o mundo fosse completamente dependente das suas ações. Ou então se tornou cada vez mais humilde e dedicado a fazer coisas boas simplesmente por fazer bem às pessoas.
Nesta segunda hipótese, ter feito uma coisa boa pode trazer bênçãos ou maldições à vida do sujeito.
Pois bem, o cara pode ser o que for e ter feito quaisquer coisas, mas sempre há tempo de usar as consequências contra ou a favor de si mesmo. Basta que se escolha o lado onde se quer ficar.

=)

E aí? Qual é o seu lado?

Besos!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Medo do "não"

Tá vendo como um "não" pode ser medonho???

Hoje eu fui comprar chocolate e a barra de Suflair tava R$ 2. Eu queria muito que o cara fizesse 3 por R$ 5, pensei em perguntar se ele faria, mas quando chegou na hora de pedir, travei. Não consegui. Dei os R$ 4, peguei duas barras e fui embora.
E o que isso tem a ver com o tema do blog? Eu explico.
Essa foi só mais umas das milhares de manifestações do meu absurdo medo de ouvir um "não".
Depois disso, vim pra casa refletindo sobre as possíveis causas dessa fobia. Não é recente. Tinha medo de pedir aos professores pra sair de sala, medo de pedir ao meu pai pra fazer alguma coisa (minha mãe tinha que pedir por mim), medo de pedir qualquer coisa a alguém que tivesse a menor chance de me negar, medo de tentar certas coisas pela possibilidade de falhar...
Tenho alguns palpites sobre os motivos, mas cheguei à conclusão de que as causas só são importantes pra se descobrir um antídoto. O fundamental mesmo é a vontade de sair da zona de conforto e vencer os medos que me tentem a tomar o controle.
Realmente não adianta reclamar, culpar uns e outros e não tentar resolver o problema. Então, voilá. Quem sabe não consigo uns "sim" de brinde por aí?

Bjoooooooooooks...

=)

domingo, 25 de agosto de 2013

Casa nova

Como a maioria da população insone do mundo, eu penso aleatoriamente antes de dormir. Dia desses tava pensando e pensando e, sabe-se lá porque cargas dágua, comecei a pensar sobre o amor (ohhhhh! Pq será??). Acho que no dia alguém tinha me contado algo sobre levar algumas coisas (boas ou ruins, não importa) de um relacionamento pra outros, enfim. 
Então eu cheguei a uma conclusão. Tipo, não sei você, caro leitor, mas eu realmente não me importo com os relacionamentos anteriores de quem quer que seja que esteja comigo, só acho que cada ser humano é um novo ser humano, completamente diferente e com escolhas diferentes. Pena que nem todo mundo pensa assim.
Quando alguém chega cheio de reservas, traumas, com medo de se entregar, as coisas ficam complicadas pra ambos os lados. Um não pode amar mais que o outro, não pode se entregar mais do que o outro. 
Cheguei à conclusão de que encontrar um novo amor é como mudar pra uma casa nova completamente mobiliada. Você deve levar o mínimo das suas coisas, só o suficiente pra não perder sua dignidade (figurativamente os documentos e objetos de uso pessoal podem representá-los).
As pessoas pensam demais em se resguardar, em cuidar de si mesmas, em proteger os próprios sentimentos e sempre acabam ferindo alguém com tamanha reserva.
No fim das contas sai alguém ferrado e o outro alguém permanece sozinho e com a cara de pau de falar "viu!! Sabia que não ia dar certo! Ainda bem que não me entreguei." (Falo com propriedade porque já pensei assim). 
Então, a minha conclusão não é que as pessoas devam se jogar de cabeça num relacionamento em que mal conhecem o outro ser humano, mas que então, não deem brecha pro outro ser humano se envolver antes de se ter certeza sobre se quer ou não se jogar de cabeça naquele relacionamento.

É isso, pessoinhas. Mais um devaneio maluco do meu cérebro problemático. =)


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Viver é um risco

Nada é tão perigoso quanto viver. Você pode morrer, sofrer, fracassar, chorar. Na melhor das hipóteses você corre o risco de perder. A gente perde muitas coisas ao longo dessa caminhada. Pessoas, coisas, sentimentos. Mas a vida costuma ser bem democrática. Independentemente de poder aquisitivo, de classe social, todos perdemos em algum momento. Faz parte. 
Só que, se me permites, caro leitor, há uma contrapartida nisso tudo. Existe um lado bom. A gente só perde o que já teve, a gente só morre se viveu, a gente só fracassa quando tenta, a gente só sofre quando se envolve. É hipócrita e leviano dizer que as coisas não valeram a pena porque o final não foi dos melhores. E o intervalo entre o início e o fim? É desconsiderado? E todas as coisas boas que aconteceram? Se resumem a um "não deu certo"? Claro que deu certo. Pode ser que hoje não dê mais, mas não desmereça a história.
É cruel, mas tudo tem um fim. [Tempo pra você me xingar.] É verdade! O Código Civil prevê que o casamento surge pra sex extinto, seja pela morte ou pelo divórcio (e pra quem entende que ainda existe, pela separação). A vida é finita, tudo tem um termo inicial e um termo final. Cabe a nós, meros mortais e subjugados a essa lei (ainda) imutável, aproveitar cada risada, cada beijo, cada conversa, cada momento... Porque se você pode ter uma certeza é a de que vai terminar um dia.

Beijos, seus lindos!

=)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Hey, pessoas!
Hoje eu tava tomando um café e vi uma cena que me causou um insight. Eu explico.
Tinha uma menina tomando um Frapuccino e tirando milhares de fotos. Não sei ainda se "tomando um Frapuccino" define bem, já que o que ela menos fez foi bebericar o produto. Nada contra tirar fotos em estabelecimentos comerciais. O foco não é esse. Eu não sei quem era a menina e muito menos se era esse o objetivo dela, mas a regra atualmente é fotografar tudo o que se come e/ou bebe em lugares mais "popzinhos" pra postar nas redes sociais. Ninguém fotografa o cafezinho do boteco da esquina ou a garrafa de Grapette e posta no Instagram. Nada contra o cafezinho do boteco da esquina, muito pelo contrário: quando eu PRECISO de um café, é pra lá que eu corro e não pra Starbucks.
Mas, então, hoje se tornou mais importante mostrar do que ser ou, na melhor das hipóteses, ser ou ter para poder mostrar.
Ontem eu tava lendo no Blog do iPhone uma parada a esse respeito também. POUQUÍSSIMAS pessoas têm um iPhone por conta das funcionalidades e benesses do aparelho. Hoje os Gadgets da Apple, por exemplo, são símbolo de status, de poder aquisitivo. Não importa se foi parcelado em 24x sem juros naquele Mastercard cujo limite é o exato valor do aparelho, se vai poder colocar ele em cima da mesa naquele restaurante "cool" pra se exibir já tá valendo.
Superada a parte do "ser pra mostrar", que já é bem irritante por si só, o que me preocupa de verdade é a perda da essência. Tipo, uns amigos comentaram sobre isso dia desses (Karol e Patrick): não se curte mais os momentos, se perde tempo fotografando. Não se desfruta mais da comida ou da bebida, se perde tempo exibindo nas redes sociais.
Um conselho: por mais que as fotos eternizem o momento de alguma forma, elas não podem traduzir sentimentos que não existiram. Curta os momentos e eles se eternizarão dentro de você e aí sim as lembranças físicas terão algum significado. =)

domingo, 14 de julho de 2013

Ceder é preciso!

As pessoas têm uma infeliz necessidade de ter razão e isso me irrita. A história é a seguinte: Uma amiga brigou com o namorado por um motivo qualquer e ambos acham que têm razão. Os dois estão de bico e ela está magoada pq ele acha que tem razão e não vai falar com ela. No fim das contas ela tá brava pq ele tá bravo pq ela tá brava. Oi?
Cara, não pode ser tão impossível assim se relacionar. Cadê o "vamos conversar e ver onde cada um pode ceder"? Cadê o "olha, eu não concordo com você, mas acho que podemos superar isso juntos"?
Quando uma pessoa discorda de um amigo, os dois conseguem tranquilamente coabitar o mesmo ambiente e conviver com opiniões divergentes. Negociar se torna mais fácil. Por que num relacionamento a dois não pode ser idêntico? É mais fácil ceder pra quem está mais distante? A gente deveria mesmo ter mais medo de machucar os estranhos do que quem tá do nosso lado? Meio incoerente.
Isso me lembra uma das minhas citações favoritas:
"Vou dar um monte de socos nessa porcaria de mundo até o imbecil perceber que não magoar os outros é mais importante do que ter razão." (O menino de lugar nenhum)
Sinceramente tem sido mais importante estar certo do que qualquer coisa. Dessa forma nenhum relacionamento vai pra frente. Nunca.


domingo, 7 de julho de 2013

Importante!

Oláá, pessoas, boa noite! =D
Então, todas as minhas conclusões resultam de mesclar um monte de informações que eu recebo das mais diversas formas. Pois bem, vou explicar.
Dia desses fui almoçar com um amigo e, conversando sobre relacionamentos interpessoais, ele começou a falar sobre como algumas coisas na vida dele são importantes a ponto de as pessoas só terem uma chance de conhecer, de errar ou acertar. Meio que se trata de não querer pôr em risco coisas tão consideráveis, tão inestimáveis; coisas que se quebradas provavelmente causariam grande mal. Ok. Essa é a primeira informação.
A segunda é bíblica. O primeiro conselho que me impactou na Bíblia desde sempre foi "Sobretudo o que deves guardar, guarda o teu coração porque dele procedem as fontes da vida.". (Tá lá em Provérbios 4:23, pode conferir.) Diz respeito à não entregar o coração nas mãos de qualquer pessoa, seja por amizade, amor, whatever.
A conclusão? Então, quando meu amigo falou em coisas importantes que não podem ser postas sob ameaça, logo me veio à mente o coração. A Bíblia fala, não à toa, que SOBRETUDO o que se deve guardar, devemos guardar o coração! Não tem como não atribuí-lo importância!! Guardemos nossos corações, meninos e meninas. Lembremo-nos de entregá-lo apenas a quem realmente merece. 
As pessoas podem não estar preparadas pra te receber. Meu conselho não é pra que deixemos de nos entregar, mas que antes de fazê-lo possamos saber pra quem o fazemos, amém? Hahaha.

Até mais, queridos! =)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ao longo da minha vida, recebi os mais diversos - e horríveis - conselhos. Uns eu pedi, outros não. Uns eu segui, outros não. Uns eu ouvi e outros não. Ocorre, no entanto, que se eu fizesse um trending topics de todos eles, o top one certamente seria o maravilhoso "finge que não se importa". Esse tá entre aqueles que eu nunca consegui seguir. Eu só consigo demonstrar que eu não me importo quando eu realmente não me importo. É muito de outro mundo isso, gente??
Anyway, a questão não é nem o fato de eu conseguir ou não. A questão é outra.
Eu não sei se eu quereria alguém que gosta da minha versão que não se importa, que não se preocupa. Não sei se é esse tipo de sentimento que eu gostaria de receber. Sinceramente, eu me importo e é assim que eu sou. Essa sou eu de verdade. Não gosto de quem gosta de mim como uma ficção, de quem gosta daquilo que eu não sou.
Eu tenho probleminhas, sou ansiosa (em tratamento), me importo demais, superestimo situações e depois percebo que tava vendo um monstro numa formiguinha... Mas essa sou eu. Fingir ser outra pessoa só retardaria o processo de finalização de um relacionamento com alguém (vulgo eu) cuja personalidade viria à tona em algum momento.
(In)felizmente essa sou eu. Evidentemente tenho buscado melhorar muitas coisas, mas preciso de alguém que goste. Ou não.

Beijos, pessoinhaaaaaaaaaas! =P

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pondere

Dizem que se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Ainda bem que eu tenho cara de pobre hipossuficiente então, porque hoje eu recebi um ÓTIMO conselho. Vou levar pra vida. Espero que vocês também.
Tava conversando com uma colega de turma e ela tava me contando sobre como a vida dela foi complicada até aqui e que ela já cometeu muitos erros e coisa e tal e que hoje ela não faria muitas coisas que fez há um tempo. Ela falou que se fizesse escolhas melhores provavelmente ela estaria em um patamar melhor na vida (não necessariamente no aspecto financeiro).
Pois bem, ela demonstrou tanta fragilidade emocional que eu achei que ela que precisava de conselhos, quando, na verdade, tomei um tapa sem mão. Eis que quando o sinal bateu ela me disse: "Manu, NUNCA faça nada por carência. Seja comprar um objeto ou casar com alguém, poque as coisas vêm e o vazio permanece.".
CA-RA-CA (desculpa, pai, mas não tem palavra melhor pra expressar minha surpresa), fala Deus! Hahaha... A partir daquele momento, até pra beber água eu tô ponderando se é carência ou um outro sentimento, mais legítimo talvez.
Então é isso, gente, achei legal dividir com vocês. Acho que mudou minha vida.

Bj bj!

=D

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um capuccino sem joguinhos, por favor.

Dia desses eu tava conversando com uma amiga e ela, me dando péssimos sábios conselhos, me disse uma coisa que me deixou um pouco triste com o que nós, seres humanos, nos tornamos.
Estávamos conversando sobre relacionamentos e ela (concordando com o resto do mundo) disse que eu me "encanto" facilmente (é mentira, mas não tenho como provar) e que isso pode ser um problema, já que eu posso me machucar.
Ok, eu entendo que as pessoas não machucam as outras deliberadamente e que nem sempre estamos todos na mesma vibe (seria bem estranho se fosse assim, inclusive), as coisas simplesmente não acontecem e as pessoas se machucam sem querer.
Mas será que cabe a mim mudar o meu jeito?
Se eu tanto reclamo das pessoas que se mostram de uma forma e depois se tornam de outra, não seria o "me resguardar" uma forma de fazer o mesmo?
A minha conclusão é que temos nos mantido em dois polos distintos e imediatamente opostos: de um lado quem acha que deve ser mais frio, menos intenso e de outro quem demonstra mais do que sente. Por que, então, não caminharem todos para o meio termo e mostrar simplesmente o que sente? Mais fácil, né?!

Bjinhos! =)

sábado, 6 de abril de 2013

O que há de errado

O que há de errado?
Meu cabelo enrolado?
Meu lápis borrado?
Meu batom rosado?

Não dá pra acreditar em tanta desilusão
Faz mal ao coração lembrar que eu te perdi
De novo.

O coração se perde,
Chorando a Deus pede
Forças pra tentar de novo
Eu sei que nada é pra sempre
Mas, mesmo assim, me sinto
Sem ar quando você se vai

Um pouco contrariado,
Mas, mesmo assim, calado,
Ouvindo a voz do Pai,
Enfim, sou restaurado.

Nem sempre um amor faz bem pro coração
Só Deus pra consertar tanta decepção
De novo.

sábado, 30 de março de 2013

Me disseram que meu blog não é a coisa mais feliz do mundo. Ok, eu sei. E é bem verdade que se eu aparecesse morta e a polícia resolvesse investigar meus posts certamente concluiriam um possível inquérito acreditando piamente na hipótese de suicídio.
Também é certo que, depois de ler o que eu escrevo, até a Alice (do País das Maravilhas) adquiriria fortes e sombrias tendências à depressão. Mas eu posso explicar. Eu juro.
Não significa que eu seja triste. Tá, eu não costumo (ava) ser a pessoa mais feliz do universo, mas também não sou depressiva o tempo todo. É que esse aqui é meu espacinho pra desabafar, contar o que sinto e o que penso. E geralmente quando eu fico quietinha no meu canto é que vem a inspiração pra escrever. 
Quando eu tô feliz (e não são poucas as vezes) eu fico com medo de contar e depois dar tudo errado e eu ficar triste de novo. E isso era um porre. Então eu decidi mudar.
Faz um tempinho que eu  meio que mudei minhas perspectivas sobre algumas coisas. 
Não sei se vocês sabem, mas eu quase morri. (Pelo menos eu acho.) Duas vezes. Em um dia só. E nada melhor do que estar diante da morte por uma fração de segundo para aprender a valorizar a vida.
Na maioria das vezes brincando, eu dizia que queria morrer, que ia cortar os pulsos. Tudo era motivo pra ficar triste e as minhas lágrimas eram derrubadas por qualquer coisa. Mesmo que eu estivesse sozinha no meu quarto quando resolvesse chorar, a verdade é que quase todos os dias eu desabava. Eu e Deus. Mais ninguém.
Só que eu decidi que não me aguentava mais desse jeito. Oscilações de humor não davam mais pra mim. Ou eu derrotava isso, ou meu "passageiro sombrio" ia me dominar. E eu não gosto dele.
Aprendi que não se trata de mudar as circunstâncias, mas de mudar a minha ótica sobre elas. Quando você muda, o mundo muda. Quando você decide ser feliz, as coisas só se assentam de forma a te deixarem feliz. 
Somos passageiros nesse mundo e podemos passar por aqui destruindo, não fazendo nada ou mudando pra melhor o nosso meio. Eu posso até ter passado os últimos 22 anos saltitando entre as três opções, mas eu realmente decidi que quero ser melhor que isso. Não por mim, não pra ser grande, mas pra engrandecer Aquele que merece. 
Estar feliz realmente é questão de escolha. Então, você está esperando o quê? =)

Let's be happy?

xx

domingo, 17 de março de 2013

Nas últimas semanas as pessoas decidiram ser "engajadas" politicamente e até compartilham fotos no Facebook falando mal dos políticos, olha só?! Mas que relevante! Ainda tem aquelas que são muuuuuito mais ativas e assinam petições no Avaaz. MEU DEUS!
Os estudantes que se manifestaram pelas eleições diretas e pelo Impeachment do Collor morreriam de inveja de todo esse ativismo.
Não sei o que é pior: lotarem a minha timeline de lixo, não fazerem nada além de dar meia dúzia de cliques ou acharem que estão fazendo o suficiente e dormirem tranquilos à noite.
NÃO estou defendendo [in]Felicianos ou Calheiros da vida, mas acho que se eles geram tanta insatisfação assim, deveria gerar também consciência política para se votar melhor nas próximas eleições. Muita gente nem sabe ao certo o que eles fazem ou devem fazer lá no Congresso, muita gente não sabe nem do que se tratam as acusações, cara! 
Cass Sunstein, professor de direito em Harward e estudioso de alguns tipos de relações na internet, fez um estudo sobre como uma informação é internalizada como verdade no meio virtual a medida que mais e mais pessoas a referendam. É como se quanto mais apoio se tivesse, mais apoio se teria. Esse fenômeno é chamado de "cascata informacional". 
Nas cascatas as pessoas repetem o comportamento das demais pela influência que recebem e não pelo teor da informação que repassam.
Vejo muito disso no Facebook e acho tudo muito preocupante! A política é só mais uma das vertentes desse "cliquetivismo". Hoje as pessoas têm achado suficiente "lutar" pelos "direitos" das minorias, por justiça social, por eticidade na política apenas virtualmente e sem embasamento. 
Será que compartilhar uma foto vai ser suficiente pra gerar mudança? Eu sinceramente acho que não, mas torço por um mundo em que as pessoas usarão a internet para ter acesso à informação que vai lhes formar uma opinião sólida e embasada o suficiente para elas saberem exatamente o que fazer em relação às coisas que as incomodam.

Atéé! =D

terça-feira, 12 de março de 2013

Conselho


EU não acredito que duas pessoas possam se apaixonar uma pela outra ao mesmo tempo tal qual nos primeiros episódios de cada temporada de "Malhação". Talvez um dia eu já tenha acreditado, mas hoje não mais.
Talvez seja uma perspectiva pessimista demais, mas eu prefiro encarar como mais um choque de realidade. Mas o post nem é sobre isso. A questão é que quando as pessoas finalmente encontram seu par e conseguem ficar junto dele, elas se esquecem de quão árdua foi a caminhada até ali e passam a agir como se fosse mais um troféu na jornada da vida.
Esquecem-se de como é absurdamente doloroso gostar de alguém sem reciprocidade, de como é um saco correr atrás de alguém que não está nem aí pra elas, de como é uma bênção ter ao lado alguém pra amar, respeitar, honrar e ter o privilégio de conhecer melhor a cada dia.
Todos temos defeitos que nem sempre vêm descrito no rótulo, então não é razoável achar que aquilo que se tem pode ser menos do que aquilo que se "pode ter". Não trocar o certo pelo duvidoso pode mesmo ser um ato de covardia, mas também pode ser um ato de heroísmo quando você se dedica a quem se dedica a você.
Parafraseando Hebert Vianna, cuide bem do seu amor, não porque ele pode ir embora um dia, mas porque "bem" é exatamente o jeito que você gostaria de ser cuidado.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Um drama com sorvete, por favor?!


Eu adoro um drama. É, é verdade. Nunca fui tão sincera na minha vida. E não é em um filme ou livro. Também, mas não é a este tipo de drama que eu estou me referindo. É drama de verdade. Sabe ficar presa e passar a noite num supermercado ou ficar em coma e deixar todo mundo apreensivo?
Quando eu era menor, ficava ponderando sobre como as coisas poderiam dar errado, como seria "legal" ser sequestrada, atropelada (sem morrer, ok?!) ou coisa do tipo.
A culpa certamente é de Hollywood, que sempre fez isso parecer tão bacana...
Quando eu fiquei maior, trouxe isso pra outras áreas da minha vida. Achava que ia passar pela faculdade como a Elle Woods (Legalmente loira), ter um melhor amigo que se transformaria em um grande amor como Tom e Hanna (O melhor amigo da noiva), chorar gramurosamente por um término de namoro como a Blair (Gossip Girl) e por aí vai.
Até nos relacionamentos eu achava que reproduziria as mais belas histórias do cinema (ou as mais clichês, quem sabe?) e com o mesmo final feliz.
Hoje eu entendo um pouco o porquê dessa vontade de dramatizar tudo. Talvez eu ache que vivendo os mesmos problemas eu consiga os mesmos resultados. Mas a vida não é assim. Finais felizes não existem!! A vida só termina com a morte! E pra quem fica, isso dificilmente será feliz!!! Depois que a Cinderela casou com o Príncipe, provavelmente ele teve que encarar uns 20 anos de TPM todo mês. Isso se não tiveram que passar por um doloroso divórcio. Romeu e Julieta morreram. Savannah não aguentou esperar pelo John e casou com outro cara (Querido John) e por aí vai. A vida é assim. Momentos bons e momentos ruins, mas o final, esse nunca vai ser dos melhores. A parte boa é que com certeza a minha vida ainda vai ter muuuuito drama pra viver!